Cultivo Hip Hop https://cultivohiphop.com.br Hip Hop no Sul de Minas Thu, 03 Sep 2026 13:17:47 +0000 pt-PT hourly 1 https://cultivohiphop.com.br/wp-content/uploads/2025/02/cropped-favicon-image-Cultivo-32x32.png Cultivo Hip Hop https://cultivohiphop.com.br 32 32 É o Rap é o Funk – A CENA, é o novo single de Sem Meia Verdade com MC Filhão Original https://cultivohiphop.com.br/rap/e-o-rap-e-o-funk-a-cena-e-o-novo-single-de-sem-meia-verdade-com-mc-filhao-original/ https://cultivohiphop.com.br/rap/e-o-rap-e-o-funk-a-cena-e-o-novo-single-de-sem-meia-verdade-com-mc-filhao-original/#respond Thu, 03 Sep 2026 13:10:26 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4441

Uma década após a primeira parceria, o icônico grupo de rap mineiro Sem Meia Verdade (SMV) e o consagrado MC Filhão Original retomam a conexão para um lançamento de peso. A nova faixa, intitulada “É o Rap é o Funk – A CENA”, sela a união entre os dois gêneros urbanos em um trabalho que equilibra o peso de debates urgentes com uma batida criativa e envolvente.

A música chega provando que é possível abordar a realidade crua sem perder a dinâmica. Com letras que dissecam o racismo, o feminicídio, os conflitos religiosos, a política e as contradições sociais do Brasil, o single propõe uma reflexão direta. O beat, assinado por TL no beat, traz um elemento surpresa que garante o balanço e a diversão da faixa: um sampler inusitado do clássico desenho animado “Inspetor Bugiganga“, conferindo uma aura de nostalgia imediata à produção.

MC Filhão Original | Foto divulgação

O reencontro resgata a química apresentada no disco duplo do SMV, “Por Deus a Estratégia”, de 2015. De um lado da colaboração, MC Filhão Original chega com a bagagem de quem ostenta números impressionantes — reconhecido nacionalmente por sucessos como “Ex 157” e “Oração da Vitória“, hit que ultrapassa a marca de 200 milhões de visualizações. Do outro, o Sem Meia Verdade,  de Belo Horizonte, que já cravou na cena clássicos como “Coisa do Destino” (com Wlad Borges), “Protesto é Crime” (com GOG) e “Eu e Meu Irmão“.

Composto atualmente por Rhamon THL, RUD, e DJ e MC Burê, o fotógrafo Arthur Guilherme e a rapper Mya Marques, o Sem Meia Verdade carrega a cultura do hip-hop em seu DNA. A trajetória dos mineiros começou nas ruas através do graffiti em 1999, culminando na formação oficial do grupo em 2003. Pioneiros na articulação independente, lançaram seu primeiro disco “Pregando no Inferno” e fundaram o próprio selo, o “NOSPEGAEFAZ“, ainda em 2005.
Hoje, o grupo se consolida como um dos maiores e mais importantes representantes do rap de Minas Gerais. 

Foto: Arthur Guilherme

Acompanhe os trabalhos do Sem Meia Verdade.

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Neste sábado (05) tem aniversário de 3 anos da Batalha da INDI e pré-seletiva para o Duelo Nacional de MCs https://cultivohiphop.com.br/rap/neste-sabado-05-tem-aniversario-de-3-anos-da-batalha-da-indi-e-pre-seletiva-para-o-duelo-nacional-de-mcs/ https://cultivohiphop.com.br/rap/neste-sabado-05-tem-aniversario-de-3-anos-da-batalha-da-indi-e-pre-seletiva-para-o-duelo-nacional-de-mcs/#respond Wed, 02 Sep 2026 14:35:57 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4433

Neste sábado (05), a Pista de Skate de Guaxupé será o palco de um marco histórico para a cena do Hip Hop local, unindo a celebração de aniversário do movimento à chance de representar a região no cenário nacional.

Neste sábado, 5 de setembro, a cidade de Guaxupé (MG) recebe uma edição tradicional Batalha da INDI. Uma edição especial que comemora seus três anos de existência e, ao mesmo tempo, sedia uma disputada pré-seletiva para o Duelo Nacional de MCs.

História e Resistência

A Batalha da INDI nasceu do desejo de fomentar a cultura Hip Hop na cidade. Fundada oficialmente em 10 de setembro de 2023 pelos Mcs Ohai, Defzin e Robin, o movimento cresceu, ganhou corpo e se tornou um dos principais pontos de encontro da juventude e dos artistas independentes de Guaxupé.

Atualmente, a organização da batalha é composto por um coletivo engajado, formado por Sarah Zuri, Ohai, Janu, Day, Uub e Sants. O trabalho em equipe reflete o amadurecimento da batalha, que agora coloca o município no mapa das grandes competições de freestyle do Brasil.

Foto: Dayane Andrade

Como Participar

Serão 16 vagas para esta edição especial da batalha . Os MCs interessados em participar dessa disputa histórica devem entrar em contato diretamente com a organização da Batalha da INDI para garantir a inscrição.

Vale ressaltar um aviso importante : o evento terá início pontualmente às 18h, sem tolerância de atraso para os MCs. A pontualidade é exigida justamente pela magnitude da seletiva e pelo profissionalismo da Batalha.

A comunidade de Guaxupé e os fãs de rap da região estão convidados a comparecer à Pista de Skate, localizada na Praça Márcio Henrique Germano, no bairro Recreio dos Bandeirantes. Para quem vem de fora ou não conhece bem a região, o local é de fácil acesso, ficando exatamente em frente à UPA de Guaxupé

Mais informações: @batalhadaindi

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Bailin na Roça aterrissa em Guaxupé com maratona de discotecagem e intervenções artísticas https://cultivohiphop.com.br/eventos/bailin-na-roca-aterrissa-em-guaxupe-com-maratona-de-discotecagem-e-intervencoes-artisticas/ https://cultivohiphop.com.br/eventos/bailin-na-roca-aterrissa-em-guaxupe-com-maratona-de-discotecagem-e-intervencoes-artisticas/#respond Tue, 01 Sep 2026 12:09:42 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4427

Neste sábado, 5 de setembro, o Ponto de Cultura – A Cor da Liberdade, no centro de Guaxupé (MG), abrirá suas portas para mais uma edição do “Bailin na Roça”. Das 10h às 20h30, o espaço será ocupado por uma intensa programação gratuita que une pesquisa musical, artes visuais e cultura urbana.

A trilha sonora do encontro fica sob o comando da já tradicional diggin dos DJs Chicuts, Humbeatz e Gus.
Reforçando a cultura analógica que pauta o evento, os colecionadores e curiosos poderão explorar a Feira de Vinil comandada pela Rabelo Vinil Store.

Durante o evento, o público poderá acompanhar ao vivo o graffiti de Ruto e a força da poesia urbana com o Slam organizado pela Batalha da Sinhá. O ambiente também receberá uma incrível exposição de xilogravuras assinada por Gustavo Resende Dias (que se apresenta como DJ Gus) e a instalação interativa “Sala de Estar”, concebida pelo coletivo {A}bordar.

O local contará com serviço de bar para atender o público ao longo de mais de dez horas de festa.

SERVIÇO

  • Evento: Bailin na Roça

  • Data: Sábado, 5 de setembro

  • Horário: 10h às 20h30

  • Local: Ponto de Cultura – A Cor da Liberdade (Rua Barão de Guaxupé, 168. Centro, Guaxupé – MG)

  • Entrada Gratuita

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Câmara de Pouso Alegre aprova Projeto de Lei que incentiva a Cultura Hip-Hop nas escolas municipais https://cultivohiphop.com.br/noticias/camara-de-pouso-alegre-aprova-em-1a-votacao-projeto-que-incentiva-a-cultura-hip-hop-nas-escolas/ https://cultivohiphop.com.br/noticias/camara-de-pouso-alegre-aprova-em-1a-votacao-projeto-que-incentiva-a-cultura-hip-hop-nas-escolas/#respond Thu, 27 Aug 2026 21:52:25 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4383

Projeto prevê oficinas de Rap, DJ,  Breaking e Graffiti como ferramentas de inclusão; proposta agora segue para sanção do prefeito.

A Cultura Hip-Hop está a um passo de se tornar uma ferramenta educacional oficial nas escolas de Pouso Alegre. Nesta terça-feira (25 de agosto), a Câmara Municipal aprovou em segunda votação o Projeto de Lei nº 8.392/2026, que institui a Política Municipal de Incentivo à Cultura Hip-Hop no ambiente escolar da Rede Municipal de Ensino.

A proposta, de autoria da vereadora Lívia Macedo, visa transformar o cotidiano escolar por meio da arte urbana. Após a aprovação no plenário do legislativo municipal, o texto agora aguarda a sanção do Prefeito para entrar em vigor.

Vereadora Lívia Macedo | Foto: Camara Municipal de PA

O que o projeto prevê na prática?

Se a lei for sancionada, as escolas municipais poderão integrar atividades ligadas aos quatro elementos do hip-hop e às artes urbanas em sua rotina. Entre as ações previstas no texto estão:

Oficinas práticas: rap, slam (batalhas de poesia), breaking (dança), DJ, beatbox e graffiti artístico;

Eventos: apresentações culturais, mostras artísticas e rodas de conversa;

Educação: desenvolvimento de projetos interdisciplinares conectando a cultura urbana às disciplinas curriculares tradicionais.

Combate à violência escolar

Além do aspecto artístico, a proposta tem um forte viés de convivência escolar. De acordo com a Câmara Municipal, a política busca estimular o protagonismo dos estudantes e promover uma cultura de paz.

Entre as metas do projeto estão a prevenção da violência e do bullying, o respeito à diversidade e o fortalecimento do sentimento de pertencimento dos alunos, o que, consequentemente, incentiva o cuidado e a preservação dos espaços escolares.

Para mais detalhes, a íntegra do Projeto de Lei pode ser consultada no site oficial da Câmara Municipal.


Fonte: Site Câmara Municipal de Pouso Alegre

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Rapper Semeador lança “PEC da Blindagem” em parceria com Nego Max e DJ RM https://cultivohiphop.com.br/rap/rapper-semeador-lanca-pec-da-blindagem-em-parceria-com-nego-max-e-dj-rm/ https://cultivohiphop.com.br/rap/rapper-semeador-lanca-pec-da-blindagem-em-parceria-com-nego-max-e-dj-rm/#respond Tue, 25 Aug 2026 22:54:12 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4395

Novo single resgata a essência do rap de denúncia ao disparar críticas severas à impunidade política e ao sistema de poder no Brasil.

Em um cenário musical muitas vezes dominado por tendências comerciais e narrativas despolitizadas, o rapper SEMEADOR aposta no resgate da essência contestadora do hip-hop nacional. Em seu mais recente lançamento, a faixa “PEC da Blindagem”, o rapper une forças com Nego Max e DJ RM para entregar um Rap contundente contra a corrupção e os privilégios da classe política.

A faixa abre sem rodeios, expondo a indignação diante de manobras legislativas e da impunidade que afeta diretamente a periferia . Com versos que denunciam o abismo entre o poder das canetas parlamentares e a realidade da favela, a música reafirma a palavra como principal ferramenta de combate: “Palavra é minha arma, minha fé meu fuzil / Não haverá blindagem contra a voz do Brasil”

OUÇA AGORA “PEC DA BLINDAGEM”

A música foi produzida por Rato Reverso ( que também assina composição da parte do Semeador ), e conta com a participação especial do MC do vale da paraíba, Nego Max e scratch do renomado DJ RM.

VÍDEOCLIPE

A produção audiovisual foi realizada pela Nóiz Produções com direção e edição do Moskitto. As cenas foram gravadas no centro de São Paulo.

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Chamada para Afroempreendedores: Feira em Guaranésia Abre Inscrições para Expositores no Festival da Sinhá https://cultivohiphop.com.br/eventos/chamada-para-afroempreendedores-feira-em-guaranesia-abre-inscricoes-para-expositores-no-festival-da-sinha/ https://cultivohiphop.com.br/eventos/chamada-para-afroempreendedores-feira-em-guaranesia-abre-inscricoes-para-expositores-no-festival-da-sinha/#respond Wed, 19 Aug 2026 23:32:00 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4376

Evento, que acontece durante o Festival da Sinhá nos dias 19 e 20 de setembro, busca valorizar a ancestralidade, impulsionar o empreendedorismo e promover a representatividade no Sul de Minas.

Nos dias 19 e 20 de setembro, a cidade de Guaranésia, no Sul de Minas Gerais, será o epicentro da cultura e do afroeempreendedorismo com a realização da Feira de Afroempreendedores. Integrado à programação do tradicional Festival da Sinhá, o evento surge com um propósito claro: honrar as raízes afro-brasileiras e fortalecer o futuro econômico e cultural da comunidade negra na região.

Com o lema “Honrando nossas raízes, fortalecendo o nosso futuro”, a feira é sustentada por quatro pilares fundamentais: Ancestralidade, Empreendedorismo, Educação e Representatividade. As atividades principais da feira concentram-se nos dias 19 e 20 de setembro, com início a partir das 9h, oferecendo um espaço que promete valorizar, conectar e transformar.

A organização está com chamamento aberto e convida artesãos, artistas, produtores e todos os empreendedores negros que movimentam a cultura e a economia local para exporem seus trabalhos. É uma oportunidade única de dar visibilidade a negócios e fortalecer uma rede de apoio mútuo.

Beleza, Identidade e Movimento: O Desfile Afro

Além dos produtos e serviços, o evento contará com um momento de puro brilho e reafirmação de identidade: o Desfile Afro. Muito mais do que moda, a passarela será um manifesto de representatividade sob o tema “Seu corpo. Sua história. Sua passarela!”.

O desfile, que abraça todos os estilos, identidades e histórias, está com inscrições abertas para a comunidade. A iniciativa conta com o apoio da AFRONT – Estética Afrocentrada, que traz para o evento a força da tradição, técnica e poder. Durante a celebração, também haverá destaque para peças feitas à mão e com propósito, como coroas de tranças e brincos afro, reforçando que “cada detalhe carrega ancestralidade” e “cada peça fortalece quem você é”.

Como Participar e se Inscrever

Para os interessados em expor na Feira de Afroempreendedores, as inscrições podem ser feitas diretamente pelo Instagram oficial do evento: @feiraafro.mg,  enviando uma mensagem via Direct.

Já para as pessoas que desejam brilhar e representar no Desfile Afro, as vagas são limitadas. A garantia da vaga no desfile ou a encomenda de acessórios exclusivos da AFRONT pode ser feita pelo WhatsApp: (35) 9263-7086.

Seja expondo sua arte, desfilando sua essência ou prestigiando os talentos locais, a Feira de Afroempreendedores é um convite aberto para toda a população de Guaranésia e região fazer parte deste movimento de valorização e potência negra.

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Estéticas das Periferias 2026 coloca as mulheridades no centro da cena com programação que ocupa territórios e conecta periferias ao coração de São Paulo https://cultivohiphop.com.br/eventos/esteticas-das-periferias-2026-coloca-as-mulheridades-no-centro-da-cena-com-programacao-que-ocupa-territorios-e-conecta-periferias-ao-coracao-de-sao-paulo/ https://cultivohiphop.com.br/eventos/esteticas-das-periferias-2026-coloca-as-mulheridades-no-centro-da-cena-com-programacao-que-ocupa-territorios-e-conecta-periferias-ao-coracao-de-sao-paulo/#respond Wed, 19 Aug 2026 22:48:03 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4369

16ª edição do festival realizado pela Ação Educativa reúne mais de 50 coletivos culturais em uma programação gratuita que celebra a potência criativa, política e cultural das mulheres e ocupa diferentes territórios da capital paulista entre os dias 22 e 30 de agosto

As periferias de São Paulo ocupam o centro do debate cultural brasileiro entre os dias 22 e 30 de agosto, quando acontece a 16ª edição do Encontro Estéticas das Periferias, realizado pela Ação Educativa. Neste ano, o festival convida o público a acompanhar os percursos e as criações de mulheres que transformam seus territórios todos os dias, tendo como tema “Mulheridades em movimento: das quebradas ao centro”. Construída coletivamente por mais de 50 coletivos culturais, a programação gratuita ocorre em equipamentos culturais, espaços comunitários e territórios periféricos da capital paulista, reunindo espetáculos, saraus, slams, apresentações musicais, performances, exposições, rodas de conversa, oficinas e diversas atividades que evidenciam a potência artística e política das periferias.

Ao reunir atividades em todas as regiões da cidade, o Estéticas das Periferias reafirma uma de suas principais características desde a criação: a construção coletiva. Em vez de concentrar sua programação em um único equipamento cultural, o festival transforma diferentes territórios em espaços de encontro, circulação artística e fortalecimento comunitário, ampliando o acesso da população à produção cultural das periferias e estimulando o intercâmbio entre artistas, coletivos e públicos diversos. Mais do que levar atrações para os bairros, a proposta é reconhecer que esses territórios são, historicamente, lugares de criação, pensamento, experimentação e inovação cultural.

Entre os destaques da 16ª edição do Estéticas das Periferias está o espetáculo de abertura “Tessituras – Ventos e Vozes de Mulher”, dirigido por Dani Nega, que reúne grandes nomes como Taís Araújo, Leci Brandão, Fabiana Cozza, Brisa Flow, Linn da Quebrada, e Luz Ribeiro em uma celebração da potência criativa e política das mulheres no Sesc 14 Bis. A programação também promove o já tradicional Torneio de Slam, no Instituto Moreira Salles, com poetas de diferentes regiões do Brasil, reforçando a força da poesia falada periférica; o Encontro de Mulheres: Arte, Memória e Resistência, no Museu das Favelas, com roda de samba e atividades voltadas ao protagonismo feminino; e a exposição Peito do Céu da fotógrafa Pétala Lopes,primeira mostra individual da artista que passa a ocupar o Espaço Cultural Periferia no Centro, sede da Ação Educativa.

Leci Brandão | Foto divulgação

Outro destaque é a programação Hip Hop Mulher: Graffiti, Lambe-Lambe e Slam Astro, na Escola Estadual Prof. Astrogildo Arruda, que transforma a escola pública em espaço de formação artística, intervenções urbanas e fortalecimento da cultura hip hop protagonizada por mulheres e jovens.

Sobre o estéticas das periferias 

Criado em 2011, o Estéticas das Periferias consolidou-se como uma das principais iniciativas dedicadas à valorização da produção artística, cultural e intelectual das periferias brasileiras. Ao longo de sua trajetória, o festival já realizou mais de mil atividades, reuniu mais de oito mil artistas e mobilizou mais de 100 mil pessoas, fortalecendo redes culturais e ampliando a circulação de produções que frequentemente permanecem à margem dos grandes circuitos da cidade. Mais do que um festival, o Estéticas tornou-se um espaço permanente de encontro, experimentação e construção coletiva entre artistas, coletivos e comunidades, reafirmando as periferias como territórios de produção de conhecimento, inovação estética e transformação social.

Em 2026, o festival reconhece a pluralidade de experiências, identidades e trajetórias femininas que atravessam as periferias brasileiras e evidencia como mulheres negras, indígenas, periféricas, cis, trans e de diferentes gerações produzem diariamente conhecimento, arte, memória, tecnologias sociais e formas coletivas de cuidado e resistência. Em vez de restringir essas narrativas às desigualdades que enfrentam, o festival celebra sua capacidade de criar, reinventar territórios e projetar futuros por meio da cultura.

“O Estéticas das Periferias nasce da escuta dos territórios e é construído coletivamente por quem produz cultura nas periferias da cidade. Nesta edição, escolhemos colocar as mulheridades no centro porque reconhecemos que são essas mulheres que, todos os dias, movimentam redes de solidariedade, preservam memórias, produzem conhecimento e reinventam formas de existir. O festival é um convite para que essas trajetórias sejam vistas em toda a sua potência artística, política e transformadora, aproximando diferentes públicos

das histórias que estão sendo produzidas nas quebradas e que ajudam a pensar novos caminhos para a cidade”, afirma Fernanda Nascimento, coordenadora de cultura da Ação Educativa.

Ao longo de nove dias, a programação ocupará diferentes regiões da cidade, conectando equipamentos culturais consolidados, como o Sesc 14 Bis, o Instituto Moreira Salles (IMS) e o Museu das Favelas, a espaços culturais independentes, ocupações, escolas, praças e espaços comunitários distribuídos por bairros como Butantã, Cidade Ademar, Grajaú, Jaçanã, Vila Maria, Penha, Ermelino Matarazzo, Sapopemba, São Mateus, São Miguel Paulista, Vila Jacuí e Itaim Paulista. A descentralização, característica histórica do festival, reafirma a proposta de reconhecer os territórios periféricos como protagonistas da produção cultural da cidade.

Confira alguns destaques da programação

  • Espetáculo de abertura – “Tessituras – Ventos e Vozes de Mulher”

Local: Sesc 14 Bis – Teatro (2º andar) – Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – São Paulo/SP
Data: 26/08
Horário: 19h30 às 21h30
Atividade: Criado especialmente para abrir a 16ª edição do Estéticas das Periferias, o espetáculo celebra a potência criativa, política e cultural das mulheres por meio de uma grande experiência cênico-musical que reúne diferentes linguagens, gerações e trajetórias artísticas. Sob direção de Dani Nega, uma banda formada exclusivamente por musicistas mulheres conduz encontros inéditos entre atrizes, cantoras, poetas, dançarinas, DJs, ativistas e coletivos culturais. Música, teatro, poesia, dança, performance e cultura hip hop se unem nesse espetáculo que celebra as potências femininas. Entre as participações estão Taís Araújo, Leci Brandão, Fabiana Cozza, Linn da Quebrada, Naruna Costa, Brisa Flow, Luz Ribeiro, DJ Cinara, Izandra, além de outras artistas convidadas.

  • Torneio de Slam

Local: Instituto Moreira Salles (IMS) – Avenida Paulista, 2424 – Bela Vista – São Paulo/SP

Data: 29 e 30/08

Horário: Sábado, das 14h às 19h | Domingo, das 15h às 18h

Atividade: Um dos momentos mais tradicionais do Estéticas das Periferias, o Torneio de Slam reúne coletivos de diferentes estados brasileiros para apresentar um panorama da produção contemporânea da poesia falada periférica. Com curadoria de Emerson Alcalde, do Slam da Guilhermina, o campeonato promove encontros entre comunidades de slam de São Paulo, Paraná, Rondônia, Goiás, Maranhão e outros estados, reforçando o spoken word como uma das expressões artísticas mais potentes das periferias. Mais do que uma competição, a atividade evidencia a diversidade de vozes, narrativas e experiências que atravessam a produção poética periférica contemporânea.

  • Exposição Peito do Céu 

Local: Espaço Cultural Periferia no Centro – Ação Educativa – Rua General Jardim 660, Vila Buarque – SP 

Data: 24/08 a 24/11

Coquetel de abertura: 24/08 às 18h
Visitação: Segunda a sexta, exceto feriados, das 10h às 19h, com entrada gratuita.

Atividade: A fotógrafa Pétala Lopes ocupa o espaço expositivo do Espaço Cultural Periferia no Centro com sua primeira mostra individual. Em um cenário marcado pelo avanço do ultraconservadorismo e pelo fortalecimento de discursos extremistas, racistas, misóginos e antigênero, torna-se fundamental não apenas responder a essas ofensivas, mas também retomar alianças duradouras construídas entre mulheres, resgatar a memória da ancestralidade e fazer dos laços de afeto, morada.

A partir do olhar sensível de Pétala Lopes, a exposição apresenta uma pesquisa íntima da artista de resgate de sua ancestralidade, por meio de registros, objetos e patuás das mulheres de sua família.

  • Encontro de Mulheres: Arte, Memória e Resistência

Local: Museu das Favelas – Largo Pátio do Colégio, 148 – Centro Histórico – São Paulo/SP

Data: 29/08

Horário: A definir

Atividade: O Museu das Favelas recebe uma programação dedicada ao encontro entre cultura, memória e protagonismo feminino com apresentação da roda de samba Amigas do Samba. A atividade integra o eixo central desta edição ao reconhecer a música e as manifestações culturais como espaços de fortalecimento das redes comunitárias, valorização das trajetórias das mulheres periféricas e preservação de saberes transmitidos entre gerações, promovendo um encontro entre tradição, celebração e resistência cultural.

• Mulheridades em Movimento Da Quebrada ao Centro

Local: Praça Mascarenhas de Moraes – Rua Sargento Edgard Lourenço Pinto, 54–72 – Conjunto Habitacional Marechal Mascarenhas de Moraes – São Paulo/SP

Data: 30/08

Horário: 14h às 20h

Atividade: Um dos maiores encontros territoriais desta edição, a programação transforma a Praça Mascarenhas de Moraes em um espaço de convivência, arte e fortalecimento coletivo. Realizada pelos coletivos Som na Praça, São Mateus em Movimento, Arteiros Produções e Sarau do Vale, a atividade reúne apresentações musicais, saraus protagonizados por mulheres cis e trans, feira de empreendedorismo feminino, workshop de customização de roupas (upcycling), atendimento com trancistas, produção de retratos e depoimentos das participantes, rodas de conversa sobre equidade de gênero e masculinidades, espaço recreativo para crianças e apresentações de artistas como MC Kety e Patríci Carneiro. A proposta evidencia como cultura, cuidado, geração de renda e participação comunitária caminham juntos na construção de territórios mais inclusivos e democráticos.

  • Hip Hop Mulher: Graffiti, Lambe-Lambe e Slam Astro

Local: Escola Estadual Prof. Astrogildo Arruda – Rua Domingos do Sacramento, 275 – Vila Carolina – São Paulo/SP

Data: 25 a 28/08

Horário: Das 9h às 17h, conforme programação de cada dia

Atividade: A programação reúne ações formativas e intervenções urbanas que fortalecem o protagonismo de mulheres e jovens na cultura hip hop. Ao longo de quatro dias, estudantes e comunidade participam de oficina de lambe-lambe, pintura coletiva de graffiti e da edição comemorativa de oito anos do Slam Astro. Desenvolvida pelos coletivos Hip Hop Mulher,  Arte e Cultura na Kebrada e Dream Team do Guetto, a atividade reafirma a escola pública como espaço de produção artística, ocupação cultural e formação cidadã por meio da poesia falada e da arte urbana.

Nesta edição, o conceito “Mulheridades em movimento: das quebradas ao centro” l propõe olhar para essas trajetórias para além das desigualdades e violências que as atravessam, destacando a capacidade das mulheres de produzir conhecimento, preservar memórias, sustentar comunidades e transformar a cidade por meio de práticas cultivadas cotidianamente.

“O Estéticas das Periferias sempre buscou aproximar diferentes territórios e ampliar a visibilidade da produção cultural que nasce nas quebradas. Nesta edição, queremos que o público encontre mulheres que estão reinventando linguagens, fortalecendo redes comunitárias e produzindo novas formas de pensar a cidade. É um festival construído por muitas mãos e que reafirma a cultura como espaço de encontro, de escuta e de transformação social”, destaca Fernanda Nascimento, da Ação Educativa.

Realizado pela Ação Educativa, o Estéticas das Periferias conta com patrocínio do Itaú, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e parceria institucional do Sesc-SP e do Instituto Moreira Salles (IMS). A edição de 2026 também conta com a parceria do Programa Nacional dos Comitês de Cultura em São Paulo (PNCC) e do Museu das Favelas, além da participação de dezenas de organizações e coletivos que ajudam a construir, de forma colaborativa, uma das mais importantes iniciativas dedicadas à valorização da arte e da cultura produzidas nas periferias brasileiras.

SERVIÇO

16º Encontro Estéticas das Periferias

Tema: Mulheridades em movimento: das quebradas ao centro

Quando: 22 a 30 de agosto de 2026

Onde: Diversos espaços culturais e territórios da cidade de São Paulo.

Para conferir a programação completa, acesse: www.esteticasdasdasperiferias.org.br|  www.acaoeducativa.org.br | instagram.com/acaoeducativa  | instagram.com/esteticasdasperiferias !

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Neste sábado tem Batalha da INDI em Guaxupé, edição especial de Dupla https://cultivohiphop.com.br/eventos/neste-sabado-tem-batalha-da-indi-em-guaxupe-edicao-especial-de-dupla/ https://cultivohiphop.com.br/eventos/neste-sabado-tem-batalha-da-indi-em-guaxupe-edicao-especial-de-dupla/#respond Wed, 19 Aug 2026 16:42:18 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4360

Neste sábado, 22 de agosto, a partir das 17h, Guaxupé (MG) recebe mais uma aguardada edição da Batalha da INDI, prometendo agitar a Pista de Skate da cidade com muita rima, improviso e energia.

Diferente das competições individuais tradicionais, o evento deste fim de semana traz um atrativo a mais para o público: será uma edição especial de duplas.

A Batalha será realizada na Pista de Skate , localizada na Praça Márcio Henrique Germano, no bairro Recreio dos Bandeirantes. Para quem vem de fora ou não conhece bem a região, o local é de fácil acesso, ficando exatamente em frente à UPA de Guaxupé.

Os MCs que tiverem interesse em batalhar nesta edição de duplas devem entrar em contato diretamente com o perfil oficial da Batalha da INDI nas redes sociais para garantir a inscrição.

Serviço:

  • O que: Batalha da INDI – Edição de Duplas 

  • Quando: Sábado, 22 de agosto, às 17h

  • Onde: Pista de Skate (Praça Márcio Henrique Germano, bairro Recreio dos Bandeirantes – em frente à UPA) – Guaxupé, MG

  • Inscrições: Via perfil da Batalha da INDI no instagram @batalhadaindi

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Marcelino Freire, Don L e Letrux de graça: Poços de Caldas prepara maratona de arte independente https://cultivohiphop.com.br/rap/marcelino-freire-don-l-e-letrux-de-graca-pocos-de-caldas-prepara-maratona-de-arte-independente/ https://cultivohiphop.com.br/rap/marcelino-freire-don-l-e-letrux-de-graca-pocos-de-caldas-prepara-maratona-de-arte-independente/#respond Mon, 17 Aug 2026 10:24:20 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4348

MIA + Rabiscos realizam encontro com literatura, shows, oficinas gratuitas, artes digitais, videomapping, podcast, cinema e ocupação de espaços públicos

E se uma cidade do interior decidisse não esperar a programação cultural chegar das capitais? Em Poços de Caldas, a resposta está sendo construída na rua, nos equipamentos públicos e pelas mãos de produtores independentes.

Entre os dias 17 e 23 de agosto, a cidade recebe a MIA – Mostra Integrada de Artes & Rabiscos – A Festa, com uma programação gratuita que reúne literatura, música, artes visuais, cinema, podcast, formação e experimentação artística. O tema desta edição é AGORA – uma provocação sobre o tempo presente, a presença, a brevidade e aquilo que só acontece quando as pessoas estão, de fato, juntas.

O autor homenageado desta edição é Marcelino Freire, um dos nomes fundamentais da literatura brasileira contemporânea. Escritor de uma obra marcada pela urgência, pela oralidade e pela atenção às vozes que frequentemente permanecem à margem, Freire estará no centro de uma programação que aproxima literatura, política, música e cidade.

A escolha não é casual. O Rabiscos – A Festa parte da ideia de que cultura também é disputa de território, direito à cidade e possibilidade de encontro. Em vez de reproduzir a lógica dos grandes eventos concentrados nos centros urbanos, a iniciativa aposta na potência da produção independente feita no interior.

“A gente quer fazer em Poços o rolê que a cidade deseja”, é uma das ideias que atravessam a construção da festa. E esse rolê inclui literatura, mas não somente literatura.

Vale dizer que, a MIA – Mostra Integrada de Artes, realizada em Poços de Caldas desde 2019, é a estrutura que articula diferentes linguagens, projetos e artistas ao longo da semana. Nesta edição, o Rabiscos – A Festa integra especialmente os eixos de literatura e música da programação, somando sua trajetória e sua proposta de encontros à construção coletiva da Mostra. A parceria reforça uma característica que acompanha a MIA desde sua criação: conectar iniciativas independentes e transformar diferentes pontos da cidade em espaços de circulação, formação e experimentação artística. 

Uma programação para viver o Agora 

don l 2_Bel Gandolfo
Don L
Letrux por Bruna Latini - DJset1
Letrux

A programação reúne nomes como Marcelino Freire, Nelson Maca, Jeovanna Vieira e Lindener Pareto, além de artistas da música como Don L, Letrux, Edna Santos, Nanda Dearo e Sá Gabriel.

A programação também passa pelas artes digitais e visuais, com VJ Bah, além de oficinas e experiências voltadas à criação contemporânea. Entre as atividades formativas do projeto cultural ‘MIA LAB’ estão o Laboratório de Videomapping e Artes Digitais, com VJ Bah; Produção Musical para Artes Digitais, com Dough; Escrita Criativa: Corpos, Memórias e Narrativas Dissidentes, com Jéssica Balbino e Tadeu Rodrigues; Narrativas Sonoras — Podcasts: A Palavra em Circulação, também com Jéssica Balbino e Tadeu Rodrigues; e Criação Sonora, Escuta e Ambiências Urbanas, com Nanda Dearo e participação da mestre ogã Augusta Clementino.

As oficinas acontecem em espaços culturais da cidade e são gratuitas, reforçando uma das características centrais do projeto: não apenas apresentar artistas, mas criar possibilidades reais de formação, circulação e encontro.

A proposta conta ainda com a parceria de projetos que ampliam a diversidade de linguagens presentes na programação. O Cine Fricção integra a Mostra com uma ação dedicada ao cinema brasileiro independente, que traz a exibição do documentário/drama ‘Assexybilidade’, de Daniel Gonçalves, fortalecendo à difusão de obras realizadas por grupos historicamente minorizados. Já o Discobertas assina a curadoria dos DJs que participam desta edição, selecionados por meio de um chamamento que recebeu dezenas de inscrições de artistas de Poços de Caldas e região, fortalecendo a cena musical local e abrindo espaço para novos nomes e diferentes perspectivas na pista.

Do podcast para a cidade

O Rabiscos, podcast criado em Poços de Caldas e que dá nome à festa, amplia sua atuação para além do áudio.

A proposta é transformar a lógica do podcast – conversa, escuta, pensamento e circulação de ideias – em uma experiência presencial.

Por isso, a festa, que celebra também os oito anos do podcast, aposta em encontros olho no olho, gravações ao vivo, literatura, música e debates que atravessam questões do Brasil contemporâneo.

É uma espécie de podcast que ganhou corpo, saiu da tela e resolveu ocupar a cidade.

Marcelino Freire como ponto de encontro

A homenagem a Marcelino Freire coloca no centro da programação uma literatura que não costuma pedir licença.

Autor de livros como Angu de Sangue, Contos Negreiros, Rasif – Mar que Arrebenta, Amar é Crime, Nossos Ossos e Escalavra, Marcelino construiu uma obra marcada pela linguagem veloz, pela oralidade, pela violência social, pelo humor e pelas contradições brasileiras.

Sua presença em Poços dialoga diretamente com o espírito da festa: olhar para o presente e perguntar o que estamos fazendo com o tempo que temos.

O tema AGORA nasce justamente dessa inquietação. Não é uma festa sobre nostalgia, é uma festa sobre o que está acontecendo, sobre quem está fazendo, quem está chegando e, sobretudo,o que pode acontecer quando uma cidade decide criar seus próprios espaços de encontro.

O interior também produz cu.ltura contemporânea

Existe ainda uma questão política por trás da festa. A MIA e o Rabiscos partem de uma pergunta simples: por que a produção cultural contemporânea do interior ainda precisa ser vista como exceção?

Poços de Caldas possui uma cena literária e artística independente formada por escritores, músicos, produtores, artistas visuais, coletivos, pesquisadores e trabalhadores da cultura que criam, produzem e articulam projetos continuamente.

A festa nasce desse ecossistema e também quer ampliá-lo, aproximando a comunidade leitora de Poços e de cidades da região, criando circulação para artistas e possibilitando que públicos que normalmente precisam viajar para grandes centros possam encontrar, no próprio território, uma programação cultural diversa e contemporânea.

A proposta é descentralizar sem pedir desculpas por estar no interior, ocupar, fazer, não esperar o convite.

Uma cidade ocupada pela arte

Ao longo da programação, diferentes espaços de Poços de Caldas se transformam em lugares de criação, formação e encontro.

A Praça do Museu Histórico e Geográfico, o Espaço Cultural da Urca, a Biblioteca Centenário, o Lab3 Estúdio e outros espaços recebem atividades.

A proposta é que a cidade deixe de ser apenas cenário e passe a ser parte da experiência.

Porque, para o Rabiscos e a MIA, ocupar um espaço público com literatura, música, pensamento e corpos diversos também é uma forma de dizer que esses espaços pertencem a todos.

Fomento cultural

As atividades que integram a programação são viabilizadas por meio de diferentes projetos culturais aprovados em mecanismos de fomento nas esferas municipal e estadual. A realização conta com patrocínio e apoio institucional da Prefeitura de Poços de Caldas, incentivo cultural da empresa Alcoa e recursos de projeto apoiado pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Para complementar os recursos destinados a despesas de produção e à logística dos convidados, o Rabiscos também lançou uma campanha de financiamento coletivo, que oferece diferentes recompensas aos apoiadores. Para colaborar: apoia.se/rabiscosafesta  

SERVIÇO

As atividades que integram a programação são viabilizadas por meio de diferentes projetos culturais aprovados em mecanismos de fomento nas esferas municipal e estadual. A realização conta com patrocínio e apoio institucional da Prefeitura de Poços de Caldas, incentivo cultural da empresa Alcoa e recursos de projeto apoiado pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Para complementar os recursos destinados a despesas de produção e à logística dos convidados, o Rabiscos também lançou uma campanha de financiamento coletivo, que oferece diferentes recompensas aos apoiadores. Para colaborar: apoia.se/rabiscosafesta  

OFICINAS ‘MIA LABEncontro Regional de Produção, Técnica e Artes Expandidas’

Quando: 17 a 19 e 22 de agosto de 2026

Atividades: oficinas de videomapping e artes digitais, escrita criativa, podcast, produção musical, escuta e criação sonora

Informações e inscrições: https://forms.gle/QVgyDtZL6RsxGoBb8

*Gratuito. Vagas limitadas, com emissão de certificado.

 

MIA & RABISCOS A FESTA

Quando: 20 a 23 de agosto de 2026

Atividades: mesas literárias, shows, cinema, videomapping, instalações artísticas

Local: Praça do Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas (Rua Padre Henry Mothon, s/nº, Centro, Poços de Caldas / MG)

Mais informações: @mia.mostradeartes @podcastrabiscos

*Evento gratuito

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Lídia Cruz lança o livro ‘Elas Chegam’, obra que desvenda os desafios das mulheres negras rumo ao poder https://cultivohiphop.com.br/literatura/lidia-cruz-lanca-o-livro-elas-chegam-obra-que-desvenda-os-desafios-das-mulheres-negras-rumo-ao-poder/ Sun, 16 Aug 2026 18:20:56 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4311

Com raízes no Sul de Minas, autora denuncia os ‘pactos silenciosos’ da exclusão institucional e convida o leitor a repensar as estruturas políticas e sociais do Brasil.

O mercado editorial brasileiro recebe uma obra urgente, incisiva e necessária. Em “Elas Chegam – O Caminho das Mulheres Negras ao Poder”, a escritora, servidora pública federal e articuladora institucional Lidia Geronimo da Cruz investiga o sinuoso, solitário e profundamente político trajeto das mulheres negras até as mesas de decisão no país.

Capa oficial do livro Elas Chegam

A premissa do livro é direta e provocadora: elas chegam, mas quase nunca são esperadas. E, quando finalmente ocupam essas posições, o poder tenta ditar até onde podem ir. A partir de depoimentos reais, análise crítica e reflexão estrutural, Lídia revela o que raramente é dito. A obra comprova que o problema nunca foi a falta de talento, preparo ou mérito, mas a engrenagem de um sistema desenhado para impedir que essas mulheres permaneçam e transformem o poder por dentro.

Embora seja natural de São Bernardo do Campo (SP), a autora construiu laços fortes com o interior mineiro e hoje reside em Guaxupé, no Sul de Minas. Para a região, ter uma mulher negra ocupando lugares de destaque no debate público e literário nacional é um marco de imensa representatividade, capaz de inspirar outras meninas e mulheres a trilharem caminhos de liderança.
Essa conexão afetiva com o território é um pilar na trajetória da escritora, como ela mesma relata: “Tenho uma relação muito especial com Guaxupé. Minha família tem raízes na cidade e foi aqui que vivi parte da minha infância e adolescência. Hoje, inclusive, moro em Guaxupé. A cidade marcou momentos importantes da minha trajetória e, por isso, sempre faço questão de valorizá-la.”

Escritora Lídia Cruz | Foto divulgação

Estrutura, ruptura e o fim da ilusão meritocrática

Se você procura mais uma narrativa romântica sobre “trajetórias individuais de sucesso”, esta leitura vai te surpreender. “Elas Chegam” é, na verdade, um manual sobre estrutura, ruptura e futuro.

Ao longo das páginas, a autora mergulha em feridas abertas e temas cruciais que muitas instituições preferem ignorar. Lídia denuncia o “muro invisível” da chamada confiança racializada, a solidão institucional de quem é a primeira a chegar, o controle emocional exigido em ambientes corporativos e o embranquecimento como estratégia imposta de sobrevivência. Com isso, o livro desmonta o discurso confortável da meritocracia e joga luz sobre os pactos silenciosos que sustentam a exclusão na administração pública e no setor privado.

Por que você precisa ler ‘Elas Chegam’?

Mais do que um relato ou um manifesto, o livro é um convite magnético para que mulheres negras se reconheçam em suas páginas — e um desafio direto para que as instituições finalmente se expliquem e mudem suas práticas. Lídia não se limita a apontar o que está errado; ela celebra a potência das redes de resistência negras e apresenta soluções reais para a transformação institucional.

Para quem deseja entender os mecanismos do poder no Brasil e se tornar parte ativa na construção de uma democracia verdadeira, a obra é incontornável. “Elas Chegam” aponta para um futuro onde a presença de mulheres negras no poder não seja mais um choque, uma cota ou uma exceção, mas sim o centro motor da transformação do nosso país.

Com 112 páginas de uma leitura intensa e necessária, o livro foi publicado pela editora Manufatura das Letras no dia 6 de maio de 2026. A obra já está disponível para os leitores de todo o país e pode ser adquirida facilmente através das plataformas virtuais Amazon e Mercado Livre.

Instagram: @dra.lidia_gcruz

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