Guaxupé – Cultivo Hip Hop https://cultivohiphop.com.br Hip Hop no Sul de Minas Wed, 22 Jul 2026 14:21:43 +0000 pt-PT hourly 1 https://cultivohiphop.com.br/wp-content/uploads/2025/02/cropped-favicon-image-Cultivo-32x32.png Guaxupé – Cultivo Hip Hop https://cultivohiphop.com.br 32 32 Com discotecagem 100% vinil, Bailin na Roça segue para mais uma edição nesta sexta-feira https://cultivohiphop.com.br/eventos/com-discotecagem-100-vinil-bailin-na-roca-segue-para-mais-uma-edicao-nesta-sexta-feira/ https://cultivohiphop.com.br/eventos/com-discotecagem-100-vinil-bailin-na-roca-segue-para-mais-uma-edicao-nesta-sexta-feira/#respond Wed, 22 Jul 2026 14:16:02 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4172

Nesta sexta-feira, dia 24 de julho, a partir das 20h, o Pesqueiro Vale das Rosas abre suas portas para mais uma edição do já consolidado Bailin na Roça.

O evento, que acontece mensalmente, tem se tornado um ponto de encontro obrigatório para os amantes da música  e da convivência autêntica no interior mineiro. O grande diferencial da noite fica por conta do formato da apresentação: uma discotecagem 100% em discos de vinil, assumida pelos talentosos DJ Chicuts e DJ Humbeatz.

Além da curadoria musical dedicada a fazer o público dançar ao som dos chiados do vinil, o projeto reforça seu compromisso com a democratização do acesso à cultura: a entrada é totalmente gratuita. É a oportunidade perfeita para quem busca diversão de qualidade, um ambiente acolhedor e boa música.

Serviço:

  • O quê: Bailin na Roça

  • Quando: Sexta-feira, 24 de Julho

  • Horário: 20h00

  • Onde: Pesqueiro Vale das Rosas – São Pedro da União (Sul de Minas)

  • Atrações: DJ Humbeatz e DJ Chicuts (Discotecagem 100% Vinil)

  • Entrada: Gratuita

 

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No ar! DJ Humbeatz lança podcast focado na cultura Hip Hop https://cultivohiphop.com.br/dj/no-ar-dj-humbeatz-lanca-podcast-focado-na-cultura-hip-hop/ https://cultivohiphop.com.br/dj/no-ar-dj-humbeatz-lanca-podcast-focado-na-cultura-hip-hop/#respond Tue, 14 Jul 2026 13:05:57 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4156

Estreia na região o Hip Hop Pod, um videocast idealizado e conduzido pelo DJ Humbeatz, de Guaxupé. Muito além de uma simples entrevista, o projeto nasce com uma missão clara: dar voz aos agentes culturais locais, documentar vivências e criar uma ponte de troca de conhecimento entre as diferentes gerações da Cultura Hip Hop na região.

A descentralização da mídia sempre foi uma pauta fundamental dentro do Hip Hop. Iniciativas como a de Humbeatz são essenciais para mostrar que a cultura pulsa de forma autêntica fora dos grandes centros urbanos, revelando talentos e histórias de resistência que muitas vezes ficam à margem do circuito tradicional.

Dj Humbeatz

Primeira Temporada

Para a temporada de estreia, o formato escolhido foi intimista e focado no território. São seis episódios trazendo convidados que atuam diretamente na microrregião de Guaxupé. O objetivo é estabelecer um bate-papo franco sobre a trajetória de quem faz a cultura acontecer no dia a dia, preservando a memória da cena local.

Confira o line-up completo de convidados da primeira temporada:

  • Episódio 1: DJs Chicuts, DJ Carlim e DJ Guilherme (O peso dos toca-discos abrindo os trabalhos)

  • Episódio 2: Lanjaum Fu (B.Boy, MC )

  • Episódio 3: Big Tuff (B.Boy )

  • Episódio 4: Grupo Voz da Mente (Mano Rap e DJ Carlim) Pioneiros do Rap de Guaranésia

  • Episódio 5: B.Girl Miss (Representatividade e a força do Breaking)

  • Episódio 6: Lukas Cristiano ( Produtor cultural, idealizador da Batalha da Sinhá )

“O objetivo é contar histórias de pessoas que são da Cultura Hip Hop, fazem cultura na região… Um bate-papo para trocar conhecimentos e contar vivências.” — Premissa do Hip Hop Pod.

Com a condução de DJ Humbeatz como host, o público pode esperar conversas conduzidas por quem realmente entende os fundamentos da cultura, garantindo que assuntos como a técnica, os perrengues do corre independente e a importância do coletivo sejam tratados com a seriedade e o respeito que merecem.

Assista ao primeiro episódio aqui:

Instagram:
Hip Hop Pod: @hipho_ppod 
Dj Humbeatz:  @humbeatz

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Escritora Claudinea Moreira faz lançamento oficial do livro Cabeluda, neste sábado em Guaxupé https://cultivohiphop.com.br/eventos/escritora-claudinea-moreira-faz-lancamento-oficial-do-livro-cabeluda-neste-sabado-em-guaxupe/ Thu, 11 Jun 2026 12:38:52 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4072

A escritora, educadora e ativista Claudinea Moreira realiza neste sábado, 13 de junho, em Guaxupé, o lançamento oficial de sua mais recente obra infantil, o livro “Cabeluda”. O encontro acontecerá às 16 horas, na Quadra de Esportes do Parque dos Municípios I.

Mais do que uma simples sessão de autógrafos, a ocasião foi estruturada para ser uma verdadeira festa da cultura popular. A organização preparou uma programação rica e diversificada que inclui um sarau, apresentações artísticas e muita música, elementos que refletem as raízes e a vivência comunitária da autora.

Com ilustrações vibrantes do artista Ruto e publicação pela Editora Capim-Limão, “Cabeluda” é o ápice de um trabalho contínuo de Claudinea Moreira em prol da educação antirracista. Professora de História e Artes, além de figura marcante nos movimentos de Hip Hop, a autora dedica a sua trajetória a levar a tradição da cultura afro-brasileira tanto para as salas de aula quanto para os espaços culturais da cidade.

A escritora apoia a construção de “Cabeluda” no conceito de escrevivência — termo cunhado pela intelectual Conceição Evaristo, que celebra a escrita nascida da experiência viva e das memórias da população negra. São narrativas que visam o fortalecimento da autoestima de crianças negras e o combate estrutural ao preconceito desde a tenra idade, mostrando que a literatura é também uma ferramenta de sobrevivência e empoderamento.

Serviço:

O quê: Lançamento oficial do livro infantil “Cabeluda”, de Claudinea Moreira (Ilustrações de Ruto).

Quando: Neste sábado, 13 de Junho.

Horário: Às 16h.

Onde: Quadra de Esporte, Parque dos Municípios I – Guaxupé/MG.

Atrações: Sarau, apresentações culturais, música e sessão de autógrafos.

Entrada: Gratuita e aberta a toda a comunidade.

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Neste domingo (14) acontece a 1ª Batalha de Breaking no aCorda Liberdade, em Guaxupé https://cultivohiphop.com.br/breaking/neste-domingo-14-acontece-a-1a-batalha-de-breaking-no-acorda-liberdade-em-guaxupe/ Wed, 10 Jun 2026 21:46:55 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=4056

Neste domingo, 14 de junho, o Ponto de Cultura aCorda Liberdade abre suas portas para a tão aguardada 1ª Edição da Batalha de Breaking, um marco para a cena cultural da cidade e de toda a região do sul de Minas.

Com início marcado para as 8h00 da manhã, o evento promete reunir b.boys e b.girls locais e de cidades vizinhas em uma celebração completa dos elementos do Hip Hop. Idealizado e realizado pela B.Girl Miss, o encontro vai muito além da competição, oferecendo também workshops e diversas apresentações culturais ao longo do dia.

Serão disputadas três categorias: Seven to Smoke;  1vs1 e Kids.

A organização montou um corpo de jurados de peso, com nomes de destaque na cena regional e interestadual: B.Girl Bebeia (Porto Ferreira – SP); B.Boy Arthur (Campo Belo – MG); Nabru Fu (Guaranésia – MG).
DJ Humbeatz irá comandar os toca-discos, e o mestre de cerimônia será o B.Boy Lanjaum-fu da Beat Fanatix de Guaranésia.

O espaço, localizado na Rua Barão de Guaxupé, já é conhecido por fomentar a arte e a educação na cidade. A inclusão de workshops na programação reflete o objetivo do evento de não apenas entreter, mas também educar, profissionalizar e integrar os jovens através da arte urbana.

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Dayane Andrade e a Arte de Eternizar o Underground https://cultivohiphop.com.br/economia-criativa/dayane-andrade-e-a-arte-de-eternizar-o-underground/ Mon, 08 Jun 2026 22:49:26 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=3922

Com um olhar visceral e raízes fincadas no Hip Hop, a fotógrafa transforma a cultura de rua em poesia visual, convidando artistas independentes a imortalizarem sua própria história.

Entre o eco de um beat e o traço de um graffiti, existe uma verdade que só quem vive a rua consegue enxergar. Capturar essa essência, no entanto, exige mais do que técnica; exige pertencimento. É nesse cenário que o nome de Dayane Andrade emerge não apenas como uma fotógrafa, mas como uma cronista visual da cultura underground e da arte independente.

Nascida na capital paulista e residente em Guaxupé), Dayane carrega na bagagem uma trajetória tão multifacetada quanto as imagens que produz. O que começou como um instinto infantil para luz e enquadramento, hoje se consolidou em uma carreira marcada pela sensibilidade e pela busca incessante pelo “real”.

A conexão de Dayane com o a cultura urbana não é estética, é genética. Criada sob a influência de irmãos e de um tio que viveu a era de ouro do rap nacional — integrante do lendário grupo DMN — a fotógrafa cresceu respirando a cultura Hip Hop. Essa vivência confere ao seu trabalho uma autoridade rara: ela não está apenas “visitando” a cena; ela faz parte dela.

Em Guaxupé, esse pertencimento ganha vida na Batalha da INDI. Como fotógrafa da tradicional batalha de MCs da cidade, Dayane tem o olhar afiado para captar a energia pulsante das rodas de rima, a tensão no verso improvisado e a resposta eufórica do público. “Meu envolvimento vem da vivência”, afirma Dayane. Isso permite que ela capture o que passa despercebido por muitos: o detalhe do gesto, a força da expressão humana e a beleza bruta da resistência artística

O caminho até aqui não foi linear. Entre cursos de verão na PUC, a faculdade de Fotografia na UNIP em São Paulo, e um destaque notável no Senac sob a mentoria da fotógrafa Cris Gazola, Dayane enfrentou os hiatos impostos pela vida e pela maternidade. Mas, como toda vocação verdadeira, a fotografia nunca a abandonou.
Ao retornar para a área, trouxe consigo uma maturidade que reflete em suas composições atuais.

Para o artista independente, a imagem é o seu primeiro manifesto. Em um mercado saturado de conteúdos efêmeros, ter o trabalho registrado por alguém que entende o código das ruas é o que separa um simples registro de um documento histórico.

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Compreendendo que a arte independente é feita de suor e verdade, o trabalho de Dayane se desdobra em serviços essenciais para quem quer elevar o nível do seu projeto.

“A rua me inspira porque ela carrega verdade, resistência e personalidade”, diz a fotógrafa. Para os artistas que buscam comunicar sua essência de forma visceral, a lente de Dayane Andrade é a ferramenta ideal.

Em um mundo de filtros superficiais, o olhar de Dayane nos lembra que a beleza mais profunda reside naquilo que é real. Investir em um trabalho com ela é, acima de tudo, um ato de valorização da própria trajetória na cena underground.

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Arte e Pedagogia contra o Abuso Infantil: Projeto no Sul de Minas Lança o Gibi “Meu Corpinho, Meu Tesouro” https://cultivohiphop.com.br/literatura/arte-e-pedagogia-contra-o-abuso-infantil-projeto-no-sul-de-minas-lanca-o-gibi-meu-corpinho-meu-tesouro/ Thu, 21 May 2026 16:58:03 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=3960

O marco do Maio Laranja — período dedicado à conscientização e ao Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil —, uma iniciativa inteiramente autoral independente nascida no Sul de Minas Gerais surge como uma ferramenta poderosa de transformação social. Trata-se do mini gibi “Meu Corpinho, Meu Tesouro”, concebido pela acadêmica de Pedagogia Maria Júlia e que ganha vida através do traço marcante do ilustrador  e artista independente Junior Soares, amplamente conhecido como Santo Pão.

O projeto teve sua gênese no ambiente acadêmico, fruto de um Projeto Integrador do IFSULDEMINAS – Campus Muzambinho. A faísca inicial partiu de uma demanda real apresentada pela Escola CEMEI Professora Tereza Cristina, localizada no município de Guaranésia (MG), onde Maria Júlia reside  atualmente. Diante do desafio de abordar um tema de tamanha complexidade e delicadeza com a primeira infância, a estudante enxergou na literatura em quadrinhos a linguagem ideal.

Capa do Gibi

O Poder do Lúdico na Proteção Infantil

Abordar as fronteiras do próprio corpo com crianças exige sensibilidade e uma abordagem que desmistifique o medo, substituindo-o pela informação segura. “A proposta era falar sobre os limites do corpo das crianças, criando algo que pudesse ser entendido por elas de forma lúdica, divertida e que chamasse sua atenção“, explica a autora. Nascida em Rio Claro (SP), Maria Júlia uniu seu olhar pedagógico à urgência social de proteger a infância.
Para materializar essa visão, a parceria com o ilustrador Mano Pão, foi o elo determinante. O estilo expressivo e a sensibilidade do artista independente moldaram o universo visual da obra.

Maria Julia e Junior Soares ( Pão )

Percebi que suas ilustrações se encaixariam perfeitamente com o que eu queria trabalhar, e assim planejamos. Ele foi essencial em todo o processo, dando vida de forma brilhante à história e aos personagens”, relata Maria Júlia, demonstrando profunda gratidão pela sinergia artística e pelo apoio mútuo na coautoria do gibi.

“Todos os dias deveriam ser laranja. Todos os dias deveríamos falar sobre o abuso infantil, e não dar visibilidade ao tema apenas no mês de maio, fazendo com que as pessoas se lembrem dele somente nessa época, enquanto as estatísticas de vítimas continuam aumentando.” — Maria Júlia, idealizadora do projeto

Super-Heróis e Lições de Cuidado

A narrativa de “Meu Corpinho, Meu Tesouro” constrói uma metáfora clara e acessível sobre segurança e consentimento. O enredo introduz a figura do Capitão Lumi, um super-herói cuja missão principal é atuar como o protetor oficial das crianças. Longe de usar a força bruta, as armas do herói são o ensinamento e o diálogo. Ele instrui os pequenos sobre o valor de seus corpos, delimitando o que são toques respeitosos e alertando sobre a importância de não permitir que qualquer pessoa ultrapasse esses limites.

O Processo Criativo e a Força da Representatividade

O universo visual de “Meu Corpinho, Meu Tesouro” foi meticulosamente construído por Junior Soares (Santo Pão). O processo criativo iniciou-se com a leitura do roteiro e trocas de ideias. Segundo o ilustrador, o design das quatro crianças foi mantido intencionalmente mais simples, direcionando o foco da história para a mensagem vital de autocuidado e preservação do corpo contra pessoas mal-intencionadas.

A diversidade, contudo, foi um pilar central na criação. “O que eu mais achei bonito foi a ideia da Maju de colocar dreads no Capitão Lumi”, relata o artista. “O fato de ele ser um herói negro foi algo muito importante, pois não existem tantos heróis com essa representatividade.” As cores vivas e o estilo do herói buscam uma imediata identificação com o universo pop já conhecido pelos pequenos. A pluralidade também se estende aos protagonistas infantis: Akim traz a representatividade indígena, enquanto Jabari carrega um nome de origem africana.  Inserido no cenário de um parque de diversões, ele foi transformado em um inusitado vendedor de balões, vestindo pantufas de cachorro e asas de anjo de brinquedo.

“Tanto o carro quanto os balões dele possuem cachorros como tema, justamente para mostrar às crianças que o perigo pode vir da forma mais inocente possível”, explica Mano Pão.

Em uma bela homenagem metalinguística, a própria Maria Júlia foi eternizada nas páginas como a professora da turma, servindo como um porto seguro dentro da narrativa. Com personagens que parecem pular para fora dos quadrinhos e envoltos em explosões de cores vivas, a arte não apenas ilustra, mas potencializa magistralmente a mensagem essencial do gibi.

Financiamento Próprio e Foco Social

Sendo uma iniciativa estritamente humanitária e pedagógica, o gibi foi custeado inteiramente com recursos do próprio bolso da autora em parceria com o ilustrador. Sem visar qualquer tipo de lucro ou comercialização, a tiragem inicial foi planejada de maneira estratégica para atender à comunidade. O foco absoluto e prioritário do projeto, neste momento, concentra-se na doação e distribuição direta do material em escolas públicas da região e em bibliotecas locais, garantindo que a mensagem chegue a quem mais precisa.

Contudo, os idealizadores não pretendem parar por aí. Diante do impacto positivo imediato nas primeiras entregas, existe o desejo e a total abertura para expandir as impressões e alcançar novos territórios, desde que surjam novos apoios ou parcerias institucionais. “Não seria nenhum problema fazer mais quantidades para que mais pessoas possam ter acesso e conhecer o mini gibi. Seria um imenso prazer”, projeta a pedagoga.

Projetos como o de Maria Júlia e Junior Soares relembram o papel da arte e da educação como ferramentas de vanguarda na defesa de direitos fundamentais. Ao dar voz e ferramentas de defesa aos pequenos leitores, “Meu Corpinho, Meu Tesouro” planta uma semente indispensável de respeito, limites e, acima de tudo, proteção à inocência.

Para colaborar com o projeto de ampliação das tiragens ou agendar distribuições em bibliotecas, entre em contato diretamente com os idealizadores.

Instagram:
Maria Julia @_domaju
Junior Soares @osantopaoo

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Coletivo ‘Kombinação’ ocupa Parque dos Municípios com arte, música e teatro no fim de semana em Guaxupé https://cultivohiphop.com.br/eventos/coletivo-kombinacao-ocupa-parque-dos-municipios-com-arte-musica-e-teatro-no-fim-de-semana-em-guaxupe/ Wed, 20 May 2026 12:58:28 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=3939

 No domingo, 24 de maio, a cidade recebe o KOMBINAÇÃO, um evento promovido por um coletivo focado na ocupação multicultural de espaços públicos. Com uma programação extensa e gratuita, o encontro acontece na Quadra de Esportes do Parque dos Municípios I, das 15h às 21h.
A proposta do coletivo é clara: democratizar o acesso à arte e dar vida aos espaços urbanos através da união de diferentes linguagens artísticas. Para isso, a organização preparou um cronograma que atende a todos os gostos, dividindo as atrações entre apresentações sonoras e exposições interativas.

A diversidade musical será o grande destaque do  evento com o line-up pesado de Charlotte Kayle, Erica Navarro, DJ ISADBOBToddy DJ, além do projeto Bailin na Roça com DJ Humbeatz e DJ Chicuts

O KOMBINAÇÃO não se resume apenas à música. O espaço da quadra será tomado por diversas expressões visuais e performáticas. O público poderá interagir e apreciar:

Xilogravura com Gustavo Resende Dias; uma exposição especial da artista Marivânia Veronezi; fanzines pelas mãos de Claudinea Moreira; Intervenções em Perna de Pau com o grupo Tramas e Dramas, jogos teatrais e muita palhaçaria com o Grupo Teatral As Brincantes; edição especial da Batalha da Indi; roda de capoeira com grupo Capoeira Filhos do Bonfim. O público será convidado a colocar a mão na massa em uma Pintura Coletiva guiada por José Angelo Neto.

E para quem quiser se refrescar e confraternizar durante as atrações, o evento contará com a presença da Kombi da Zugbier, garantindo as bebidas da tarde.

Data: 24 de maio de 2026 (Domingo)
Horário: Das 15h às 21h
Local: Quadra de Esportes do Parque dos Municípios I – Guaxupé/MG
Entrada: Evento em espaço público (Aberto à comunidade)

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Um ano de Bailin na Roça: Edição comemorativa nesta sexta-feira marca a valorização da cultura DJ no interior https://cultivohiphop.com.br/dj/um-ano-de-bailin-na-roca-edicao-comemorativa-nesta-sexta-feira-marca-a-valorizacao-da-cultura-dj-no-interior/ Wed, 29 Apr 2026 16:53:59 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=3846

Encontrar espaço para a cultura urbana no interior é um ato contínuo de resistência. Em uma área fortemente dominada pelo agronegócio e pelo sertanejo, o projeto Bailin na Roça se consolidou por ser “a festa que a gente queria ir e não tinha na região“. Funcionando como um reduto de contracultura, o evento ganha vida de forma inusitada e contrastante dentro de um pesqueiro, abrindo portas para MCs, bandas locais e, acima de tudo, para a cultura dos toca-discos.

Celebrando um ano de existência e 12 edições de música independente, o projeto realiza uma festa especial nesta sexta-feira, dia 01 de maio, a partir das 20h. O evento acontece no Pesqueiro Vale das Rosas, em São Pedro da União, com o som comandado pelos idealizadores DJ Chicuts e DJ Humbeatz. A entrada é franca.

A ideia de fundar o Bailin nasceu de uma profunda pesquisa musical e da vontade de comunicar uma vivência. O DJ Chicuts explica como o seu próprio ambiente influenciou a criação da festa: “Desde pequeno aqui, embora eu esteja numa cidade de 5 mil habitantes, quase parada no tempo, a globalização trouxe essa cultura urbana. O skate, que é uma baita referência pra mim, me levou pra esse estilo urbano, pra música, pro hip hop. Então, hoje eu consigo transmitir isso. O Bailin na Roça vem como uma transmissão dessa antena, tá ligado?

Para formatar o evento, ele buscou referências em movimentos que souberam misturar a tradição regional com as batidas do mundo. O projeto se espelha diretamente em nomes consagrados e em iniciativas independentes que moldaram a cena: “Seguindo o exemplo do Chico Science e Nação Zumbi, do Manguebeat… Os caras estão dentro do mangue, mas estão antenados com o mundo. Depois a gente vê o Matuto S.A., que sintetizou muito bem a parada do rural-urbano, e não pode esquecer de falar do Projeto Consonância, do DAIS, do DGO. Vendo esses caras, a gente vê que vai criando a identidade própria, que também faz parte desse movimento.”

Para o DJ Humbeatz, que divide o comando das pick-ups e traz consigo uma grande bagagem na discotecagem, o projeto representa um respiro vital. “A sensação é de liberdade. O Bailin na Roça me reconectou com o mundo. Eu tinha perdido um pouco dessa esperança“, confessa.
Em tempos de consumo musical acelerado e focado no algoritmo, a festa aposta no formato analógico para ditar o ritmo da pista, fugindo da “música instantânea”. Humbeatz destaca que a escolha do disco de vinil é fundamental para criar a atmosfera proposta: “O vinil transmite muito isso. Ele vem de uma época em que a tecnologia não era o que é hoje. Ele é nostálgico, traz tudo isso à tona, e é físico, você tem um contato com a música ali.

A curadoria musical foge do entretenimento puramente comercial, com o objetivo de entregar uma experiência que marque o público. “A gente transmite uma música de protesto, música para alegrar as pessoas, músicas que as reconectam com seu passado e que as levam para o futuro“, pontua o DJ. “A música brasileira é muito rica, o rap também. É uma música que não é feita somente para ganhar dinheiro, ela realmente toca as pessoas.”

Segundo a produção, a longevidade e o sucesso do evento são reflexos diretos dessa paixão. “O sucesso acho que vem um pouco dessa felicidade que a gente tem em fazer isso e da reação que as pessoas têm quando a gente está lá tocando“, avalia Humbeatz.

Ao atingir a marca de um ano de suor e persistência, o sentimento geral é de missão cumprida e fôlego renovado para o futuro. “A gente finca bandeira porque quer levar isso, contagiar as pessoas com essa alegria. A verdade é essa“, finaliza o DJ.

Serviço:

  • O quê: Edição comemorativa de 1 Ano do “Bailin na Roça”

  • Quando: Sexta-feira, 01 de maio, a partir das 20h

  • Onde: Pesqueiro Vale das Rosas – São Pedro da União

  • Atrações: DJ Chicuts e DJ Humbeatz

  • Entrada: Gratuita

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Claudinea Moreira transforma ativismo e educação antirracista no livro “Cabeluda” https://cultivohiphop.com.br/literatura/claudinea-moreira-transforma-ativismo-e-educacao-antirracista-no-livro-cabeluda/ Wed, 15 Apr 2026 01:20:29 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=3743

Quando a literatura, a educação e a cultura de rua se encontram, o resultado costuma transformar realidades. É exatamente esse o impacto de “Cabeluda”, o novo livro infantil da escritora, educadora e ativista Claudinea Moreira. Lançada pela editora Capim Limão, com destaque recente na feira literária Fliperdões, a obra é o ápice de um trabalho contínuo de valorização da identidade negra e do combate ao racismo nas escolas.

Nascida em Taguatinga, no Distrito Federal, e hoje moradora de Guaxupé, no Sul de Minas, Claudinea é uma força multifacetada. Professora de História e Artes, ela tem uma presença marcante nos movimentos de Hip Hop da região e dedica sua trajetória à educação antirracista. Seja nas salas de aula ou em eventos culturais, ela é conhecida por levar adiante a tradição dos contos africanos e afro-brasileiros.

Para ela, a literatura não é apenas imaginação, é registro e sobrevivência. A autora define o texto de “Cabeluda” através do conceito de escrevivência — termo que celebra a escrita nascida da experiência viva e das memórias da população negra. “São histórias que só nós sabemos contar, porque nós as vivenciamos“, ressalta Claudinea.

Escritora Claudinea Moreira na Fliperdões

O caminho até a publicação oficial de “Cabeluda” reflete a essência do trabalho de base que Claudinea realiza. A história surgiu dentro do projeto social “Conhecendo para me conhecer“, executado em Guaxupé e Guaranésia, que tinha como pilar o respeito à diversidade, o autocuidado e o encontro das crianças com suas próprias identidades — sejam elas brancas, negras ou indígenas.

O que começou como uma poesia trabalhada com os alunos, logo tomou a forma de um fanzine artesanal. A virada de chave aconteceu quando a obra chegou às mãos de uma menina chamada Ana Luiza. A conexão foi imediata. “Ela olhou pro livro e disse: ‘Tia, a Cabeluda sou eu. Leva para as escolas, leva para a minha professora ler‘”, relembra a autora. Aquele pedido autêntico de uma criança que se viu representada foi o combustível definitivo para que o zine virasse um livro de alcance muito maior.

Para ilustrar uma narrativa tão enraizada na cultura urbana e na identidade negra, Claudinea buscou um parceiro que compartilhasse dessa mesma vivência de rua. O escolhido foi Giovany, o Ruto, grafiteiro e muralista de Guaranésia, com mais de 10 anos de atuação.

RUTO e Claudinea na Rádio Comunitária 87FM de Guaxupé

A escolha reforça o compromisso da autora com os elementos do Hip Hop. “Já conhecia a Claudinea através das batalhas e movimentos do hip hop, e já havia também ouvido ela recitar a história da Cabeluda“, conta o artista, que faz sua estreia na ilustração editorial infantil. Foi em conjunto que eles decidiram que o visual da personagem central seria uma homenagem direta a Ana Luiza. “Saí um pouco da caixa em relação aos personagens que estou acostumado a desenhar para manter um padrão, fazendo muitas pesquisas e misturando a criação com releituras“, explica Ruto.

Capa do livro Cabeluda. Ilustração: RUTO

Com “Cabeluda” agora nas mãos de professores, pais e alunos, Claudinea Moreira consolida seu papel não apenas como escritora, mas como uma educadora que escuta as ruas e as salas de aula. Ao atender o pedido da pequena Ana Luiza, ela entrega para as crianças do Sul de Minas — e de todo o Brasil — uma ferramenta poderosa de ancestralidade, autoestima e empoderamento.

Garanta o seu exemplar de “Cabeluda”

Fortaleça a literatura independente, a cultura regional e a educação antirracista levando essa história para as crianças da sua família, projetos ou escolas. O livro já está disponível para venda e chega em qualquer lugar do país!

Valor: R$ 40,00 + Frete 
Envios para todo o Brasil

Como comprar: Faça o seu pedido diretamente pelo WhatsApp (35) 9823-4084 ou mande uma mensagem na DM do Instagram da autora, Claudinea Moreira.

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No próximo domingo(19) tem Batalha da INDI na praça da Santa Cruz, em Guaxupé https://cultivohiphop.com.br/batalha/no-proximo-domingo19-tem-batalha-da-indi-na-praca-da-santa-cruz-em-guaxupe/ Mon, 13 Apr 2026 23:06:20 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=3719

No próximo domingo (19) tem Batalha da INDI na Praça do bairro Santa Cruz, em Guaxupé. A partir das 16h, os MC’s  se reúnem para uma edição especial focada na estética do Trap. Com a dinâmica de disputas em duplas, os MCs prometem elevar o nível do flow e do entrosamento. As inscrições para a chave podem ser feitas na hora ou de forma antecipada pelo Instagram @batalhadaindi

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