Ruto – Cultivo Hip Hop https://cultivohiphop.com.br Hip Hop no Sul de Minas Wed, 15 Apr 2026 01:22:38 +0000 pt-PT hourly 1 https://cultivohiphop.com.br/wp-content/uploads/2025/02/cropped-favicon-image-Cultivo-32x32.png Ruto – Cultivo Hip Hop https://cultivohiphop.com.br 32 32 Claudinea Moreira transforma ativismo e educação antirracista no livro “Cabeluda” https://cultivohiphop.com.br/literatura/claudinea-moreira-transforma-ativismo-e-educacao-antirracista-no-livro-cabeluda/ Wed, 15 Apr 2026 01:20:29 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=3743

Quando a literatura, a educação e a cultura de rua se encontram, o resultado costuma transformar realidades. É exatamente esse o impacto de “Cabeluda”, o novo livro infantil da escritora, educadora e ativista Claudinea Moreira. Lançada pela editora Capim Limão, com destaque recente na feira literária Fliperdões, a obra é o ápice de um trabalho contínuo de valorização da identidade negra e do combate ao racismo nas escolas.

Nascida em Taguatinga, no Distrito Federal, e hoje moradora de Guaxupé, no Sul de Minas, Claudinea é uma força multifacetada. Professora de História e Artes, ela tem uma presença marcante nos movimentos de Hip Hop da região e dedica sua trajetória à educação antirracista. Seja nas salas de aula ou em eventos culturais, ela é conhecida por levar adiante a tradição dos contos africanos e afro-brasileiros.

Para ela, a literatura não é apenas imaginação, é registro e sobrevivência. A autora define o texto de “Cabeluda” através do conceito de escrevivência — termo que celebra a escrita nascida da experiência viva e das memórias da população negra. “São histórias que só nós sabemos contar, porque nós as vivenciamos“, ressalta Claudinea.

Escritora Claudinea Moreira na Fliperdões

O caminho até a publicação oficial de “Cabeluda” reflete a essência do trabalho de base que Claudinea realiza. A história surgiu dentro do projeto social “Conhecendo para me conhecer“, executado em Guaxupé e Guaranésia, que tinha como pilar o respeito à diversidade, o autocuidado e o encontro das crianças com suas próprias identidades — sejam elas brancas, negras ou indígenas.

O que começou como uma poesia trabalhada com os alunos, logo tomou a forma de um fanzine artesanal. A virada de chave aconteceu quando a obra chegou às mãos de uma menina chamada Ana Luiza. A conexão foi imediata. “Ela olhou pro livro e disse: ‘Tia, a Cabeluda sou eu. Leva para as escolas, leva para a minha professora ler‘”, relembra a autora. Aquele pedido autêntico de uma criança que se viu representada foi o combustível definitivo para que o zine virasse um livro de alcance muito maior.

Para ilustrar uma narrativa tão enraizada na cultura urbana e na identidade negra, Claudinea buscou um parceiro que compartilhasse dessa mesma vivência de rua. O escolhido foi Giovany, o Ruto, grafiteiro e muralista de Guaranésia, com mais de 10 anos de atuação.

RUTO e Claudinea na Rádio Comunitária 87FM de Guaxupé

A escolha reforça o compromisso da autora com os elementos do Hip Hop. “Já conhecia a Claudinea através das batalhas e movimentos do hip hop, e já havia também ouvido ela recitar a história da Cabeluda“, conta o artista, que faz sua estreia na ilustração editorial infantil. Foi em conjunto que eles decidiram que o visual da personagem central seria uma homenagem direta a Ana Luiza. “Saí um pouco da caixa em relação aos personagens que estou acostumado a desenhar para manter um padrão, fazendo muitas pesquisas e misturando a criação com releituras“, explica Ruto.

Capa do livro Cabeluda. Ilustração: RUTO

Com “Cabeluda” agora nas mãos de professores, pais e alunos, Claudinea Moreira consolida seu papel não apenas como escritora, mas como uma educadora que escuta as ruas e as salas de aula. Ao atender o pedido da pequena Ana Luiza, ela entrega para as crianças do Sul de Minas — e de todo o Brasil — uma ferramenta poderosa de ancestralidade, autoestima e empoderamento.

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Fortaleça a literatura independente, a cultura regional e a educação antirracista levando essa história para as crianças da sua família, projetos ou escolas. O livro já está disponível para venda e chega em qualquer lugar do país!

Valor: R$ 40,00 + Frete 
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Como comprar: Faça o seu pedido diretamente pelo WhatsApp (35) 9823-4084 ou mande uma mensagem na DM do Instagram da autora, Claudinea Moreira.

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Ulrex e Ruto fazem show neste domingo em Guaranésia https://cultivohiphop.com.br/eventos/ulrex-e-ruto-fazem-show-neste-domingo-em-guaranesia/ Wed, 02 Apr 2025 17:53:34 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=3477

No próximo domingo, 6 de abril, a cidade de Guaranésia (MG) acontecerá de um evento especial para os amantes do RAP underground. O Bar Recanto Beira Rio, popularmente conhecido como “Bar da Patrícia“, receberá o show dos artistas Ulrex e Ruto, além da discotecagem do DJ SAN, em uma noite de muito som e cultura hip-hop.

O evento é um esquenta para o aguardado Festival da Sinhá, que acontecerá nos dias 12 e 13 de abril. Com entrada gratuita, a festa deste domingo promete agitar o público e preparar o terreno para a grande celebração da música alternativa na região.

A programação será realizada na Rua Arlindo Inácio Quirino, 261, no bairro Bom Jesus, e a entrada é gratuita.

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Conheça Ruto: O talento do graffiti que está marcando a cena em Guaranésia https://cultivohiphop.com.br/graffiti/conheca-ruto-o-talento-do-graffiti-que-esta-marcando-a-cena-em-guaranesia/ Wed, 26 Mar 2025 21:51:27 +0000 https://cultivohiphop.com.br/?p=3204

O graffiti e a pixação sempre foram expressões viscerais da cultura de rua, dando voz a artistas que transformam muros e superfícies em telas de resistência e identidade. Em Guaranésia, no Sul de Minas, Giovany, mais conhecido como Ruto tem se destacado nesse cenário. Aos 25 anos, ele já acumula uma década de vivência entre tintas, traços e adrenalina, transitando entre a pixação, o grapixo e o graffiti, além de customizar jaquetas com suas artes.

Desde criança, Ruto já tinha o desenho como uma paixão. Mas foi na adolescência, por volta dos 15 ou 16 anos, que o contato com a pixação despertou algo mais profundo. ” Foi uma paixão enorme sentir toda energia e vivência passada” , conta o Ruto. O universo das letras e símbolos urbanos logo se tornou parte de sua rotina e, em 2015, ele começou a deixar sua marca nas ruas de Guaranésia.


O graffiti veio pouco tempo depois, por incentivo de um amigo, DJ Carlim, que lhe presenteou com revistas especializadas na arte. ” Ele disse que eu levava jeito e, a partir daí, me interessei, comecei a estudar mais e arriscar uns graffs “, relembra. Em 2018, Ruto já experimentava novos estilos e técnicas, ampliando seu repertório artístico.

Hoje, o trabalho de Ruto é marcado pela versatilidade. Ele se dedica à criação de personagens realistas e autorais, além de desenvolver letras nos estilos, tags, grapixo e throw-up. Sempre em busca de novas possibilidades, o grafiteiro também personaliza jaquetas, levando sua arte para o universo da moda urbana.

Curto me arriscar e testar coisas novas, então provavelmente um dia ainda vou me aventurar nos outros estilos e, quem sabe, lançar um wildstyle bolado “, projeta.

Com uma trajetória ainda em construção, Ruto segue aprendendo, explorando e se desafiando diariamente, mantendo viva a essência do graffiti e da pixação como expressões autênticas da cultura de rua.

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