O universo do Hip Hop e a resistência dos povos originários vão se encontrar nas salas de aula da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Nesta quinta-feira – dia 23 de abril, a instituição sedia a oficina “Ancestralidade em cores: saberes, arte e resistência”, um evento que integra o Abril Indígena e propõe uma imersão na arte urbana como ferramenta de voz e memória.
Promovida pelo LaPACHA (Laboratório de Políticas do Clima e Historicidades no Antropoceno) em conjunto com o NEABI (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas), a atividade é totalmente gratuita e de portas abertas para a comunidade acadêmica e externa.
A condução da oficina ficará a cargo do escritor de graffiti Minero, que preparou uma dinâmica que mescla o aprendizado prático com a bagagem histórica do movimento. Durante o encontro, Minero fará uma introdução aprofundada à cultura Hip Hop e aos fundamentos do graffiti.
O grande diferencial da aula, no entanto, será o foco inédito no protagonismo dos povos originários na arte urbana. O graffiteiro apresentará um panorama sobre os artistas indígenas que utilizam os muros e as cores espalhadas pelo país como forma de demarcação cultural e luta por direitos.
Para materializar essa vivência e tornar o encontro ainda mais rico, a oficina contará com a participação especial da graffiteira Injha. Diretamente de Manaus (AM), a artista do povo Munduruku, originária do Baixo Tapajós, participará de um bate-papo intimista com o público.
Injha foi convidada especialmente para contar a sua história dentro do universo do graffiti, compartilhando os desafios, as inspirações e a realidade de ser uma mulher indígena ocupando os espaços da arte urbana no Amazonas. A organização destaca que esse momento de conversa promete ser uma troca de experiências transformadora, mostrando que as ruas e a ancestralidade caminham lado a lado.
Serviço:
O quê: Oficina “Ancestralidade em cores: saberes, arte e resistência” (Teoria, prática e bate-papo)
Data: 23 de abril
Horário: 9h00
Local: UNIFAL-MG (Campus Sede), Prédio V, V015 — Laboratório de Ensino de História
Entrada: Gratuita e aberta ao público geral.
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