A madrugada de hoje silenciou um dos toca-discos mais sagrados da nossa região e do nosso estado. É com o coração apertado e imenso pesar que a cultura negra se despede de Adauto Junior de Souza, de 43 anos, imortalizado e conhecido artisticamente como DJ Mancha, que nos deixou prematuramente.
Nos últimos tempos, o DJ enfrentou um câncer com enorme bravura. Ele passou por tratamento e chegou a superar a doença. Infelizmente, o câncer retornou de forma mais agressiva e ele não resistiu.
Mais do que um artista, Mancha foi a alma dos bailes e um verdadeiro guardião da nossa Cultura. Ao longo de 30 anos de carreira, ele dedicou sua vida a manter intacta a essência do movimento. Ele foi, sem qualquer dúvida, um dos maiores difusores da música preta no Sul de Minas e uma das maiores referências de toda a região.
Quem correu ao lado dele, ou simplesmente trocou ideia com ele por meia hora que fosse, via de imediato a energia e a sabedoria que ele carregava. Com uma generosidade ímpar, ensinou a arte dos toca-discos para muita gente e inspirou profundamente incontáveis jovens e artistas na região. Ele conectava as pessoas, fortalecia a cena independente e pavimentava o caminho para todos que viam nele um mestre e um exemplo de lealdade à arte.
A música perde um gigante, e a saudade já toma conta das pistas e das praças. Que o seu legado de dedicação, ensinamentos e amor incondicional à cultura de rua continue ecoando para sempre em nossas memórias e caixas de som.
Nossos mais profundos sentimentos à família, aos amigos e a todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Descanse em Paz!
Leia aqui a matéria que fizemos com DJ Mancha em 2025: Os 30 anos de carreira de DJ Mancha: mantendo a essência entre giros e riscos





